terça-feira, março 13, 2007

66- GASOLINA... NO PULMÃO !!!

Estava na casa de uma grande amiga, amiga tão chegada que sentíamos como se fosse membro da família. Ela chamava a si própria de “nossa irmã idiotiva” (uma adoção de “brincadeirinha”). Quando me casei, fiz questão de tê-la como minha madrinha, com muito orgulho.

Estávamos em um pequeno grupo de amigos, e quando pensamos em sair, tivemos um problema: o carro estava sem gasolina! A saída foi pegar “emprestado” um pouco de combustível do carro do pai dela.

Para fazer isso foi preciso um tubo de plástico, que enfiamos pelo bocal do tanque de gasolina e um pequeno vasilhame. Faltava fazer a sucção inicial para o líquido fluir do tanque para o vasilhame. O jeito foi agachar, “botar a boca” no canudo e sugar forte até a gasolina passar pelo bocal. Depois, ela fluiria por si o quanto quiséssemos.

No entanto, quando aspirei, o líquido veio rápido e entrou em minha boca. Cuspi rapidamente, mas não antes que o gás do combustível entrasse pela garganta, me deixando engasgado e sufocado. Levantei-me num salto e tentei puxar ar para os pulmões, mas não consegui. Tentei respirar novamente, e nada! Um princípio de pânico começou a se apoderar de mim. Meus olhos devem ter transpirado o medo, pois minha amiga, que é enfermeira, aproximou-se... e me deu um murro nas costas com toda a força que podia !!! Exalei o gás e pude inspirar ar puro novamente. Que alívio!!!

Fiquei horas com um horrível gosto de gasolina na boca, que me embrulhou o estômago. E com uma dorzinha – bem-vinda – nas costas. Apanhei e ainda agradeci !!!

3 comentários:

Lou Mello disse...

Pior que o tapaço foi quando você descobriu a maneira correta de fazer a coisa: Assoprar, ao invés de sugar.

Alex Liki disse...

Adoro suas histórias Rubinho. Elas são muito "visuais", é impossível não se deixar levar pela maneira descontraída com que vc conta suas desventuras.

A....já devem ter te falado para não abusar no alcool, o mesmo princípio serve para a gasolina viu!

hehe

Anônimo disse...

Pois é, Rubinho... Quer dizer que você considerou a minha manobra de "salvamento intempestivo" uma forma de "retirada dos pulmões"? Ah! Ah! Ah! Me lembro ainda desta tragicomédia... Beijos, Carmen.