terça-feira, agosto 21, 2007

82- O SENHOR DOS ANÉIS

No final dos anos 70, fui apresentado à extraordinária literatura do não menos extraordinário C. S. Lewis. Li alguns de seu livros de não ficção, mas gostei mesmo dos de ficção: “Longe do planeta silencioso” e a coleção “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa” me encantaram. Através de Lewis fiquei sabendo de um outro autor ficcional inglês, Tolkien, que fazia enorme sucesso entre estudantes universitários na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Procurei por seus livros em português e finalmente achei, na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional da Av. Paulista, em S. Paulo. Uma série de seis livros, chamada “O senhor dos anéis”. Durante algum tempo namorei-os na livraria. Sempre que passava por ali, apanhava um volume e gastava alguns minutos lendo. Criei coragem e comprei toda a coleção e iniciei a aventura que é ler Tolkien.
No começo, a leitura não decolava: o texto - cheio de parágrafos descritivos, com referências poéticas e históricas de um mundo que eu não conhecia – era muito mal traduzido, usava um vocabulário confuso e, várias vezes, dava pra desanimar. Mas persisti na leitura, mais por teimosia do que por deleite até chegar num ponto, não sei qual, e nem quando, que percebi não poder mais parar de ler! Andava com o livro debaixo do braço pra qualquer lugar que fosse e abria-o nem que fosse para ler um minuto. Ansiava por qualquer oportunidade de ficar só e poder ler sossegado. Que maravilha! Como alguém podia ser tão espantosamente criativo, coerente, profundo e hábil para criar um mundo e uma história tão excitante, comovente e relevante para nossos dias?
Devorei rapidamente os seis volumes. Elaine, minha esposa, também se rendeu aos “hobbits” e logo meus livros foram parar nas mãos de amigos, curiosos para conhecer o tesouro que eu tinha achado. Eu também os reli e acrescentei “O hobbit” à coleção.
Soube, depois, do enorme alcance da sua obra, como Tolkien era importante na literatura inglesa e universal e como suas profundas convicções cristãs permeavam seus trabalhos.
Quando uma nova tradução, essa sim, excelente, foi lançada, reli com renovado prazer toda a obra e assisti mais de uma vez a trilogia espetacular lançada no cinema. Ainda hoje, ao me lembrar da aventura de Frodo pela Terra Média, espanta-me a grandiosidade da obra de Tolkien.

3 comentários:

Lou Mello disse...

Ah! Agora posso compreendê-lo melhor. Não o Tolkien, você. O Brabo vai gostar de saber disso, tanto ou mais do que eu.

Alex Liki disse...

Yep, ele é sensacional mesmo.

abração

guido finizia disse...

Bonito blog Rbens
Vç leu os livros de Michael Ende?
Gostei muito.