quinta-feira, junho 08, 2006

26- DENTE QUEBRADO

Meus primos e eu gostávamos, aos 8, 9 anos de idade, de brincar de “luta” na imensa cama de minha avó. Sempre acabava com alguém machucando alguém, briga, choro, estas coisas de criança.
Pois bem, lá estávamos nós, brincando, quando um empurrão mais forte me derrubou dentro do guarda-roupa da avó, cuja porta estava aberta. Saí bufando e meu primo, esperto, escapuliu correndo pela casa, comigo no seu calcanhar. Logo ao entrar na cozinha, alcancei-o com braço em suas costas. Esse impulso, aliado à velocidade com que ele corria, foi o suficiente para que se esparramasse no chão, de boca, quebrando o dente da frente.
Na época não havia conserto, e por muitos anos seu sorriso me lembrava o que eu havia feito. Quando surgiu a tecnologia de reparadora, o alívio foi para ambos: ele pode voltar a sorrir sem problemas, e eu voltei a vê-lo sem remorso.

Um comentário:

Lou disse...

Por isso eu não brigo com você. Tenho poucos dentes.