segunda-feira, junho 05, 2006

25- MACNUT

Nos idos da década de 80, comecei a me interessar pelo mundo dos computadores. Anunciavam o breve surgimento de micro-computadores, pequenos o suficiente para se ter no escritório, potentes o bastante para aposentar a calculadora, o arquivo de gavetas e a máquina de escrever. Quando finalmente surgiram, comecei a ler tudo o que podia sobre eles, e até comprei livros. Logo, o Basic, o DOS, o C:, o Lótus, e o DBase começaram a fazer parte do meu mundo. Mas não o computador. Além de caros, necessitavam conhecimentos que eu não possuía e minhas atividades profissionais na época não exigiam coisa tão sofisticada.No fim da década fui aos EUA a trabalho e tive contato com o Macintosh da Apple, o “computador à prova de idiotas”. Para se trabalhar com ele não era necessário conhecer a linguagem de computador, nem saber os princípios da programação como eram os computadores da época. Convivi 40 dias com um Mac e fiquei embevecido com as possibilidades. Era tão avançado em comparação com os enormes e lentos PC da época, que dizia-se que quem conhecia um Mac tornava-se fã: doido por ele (“Macnut”) Só não trouxe um pra cá porque a alfândega não permitia. Mas, junto com um amigo, conseguimos que um americano nos trouxesse um modelo “Classic”. Dividimos o custo meio a meio, e quando o americano chegou, fui buscar o Mac no Rio de Janeiro, de ônibus! A sensação que tive ao ligá-lo em casa foi a de ser proprietário de uma nave intergaláctica. Hoje, o “Classic” provocaria risos com seu monitor monocromático, ausência de CD, som estéreo, etc. Mas, quer saber, ainda sinto saudades do bichinho, nunca dava pau, era veloz e muito, muito simples de manusear. E por mais que digam que as diferenças hoje são mínimas entre um PC e um Apple, ainda sinto vontade de voltar a pilotar um. Quem sabe, um dia...

3 comentários:

Lou disse...

Sem falar no status que dava. Um amigo nosso gabava-se de usar um Mac. Um dia perguntei-lhe como ia o dito cujo e el e me olhou enfezado. o Mac não estava na casa dele e nem no escritório. Acho que ele desistiu.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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